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Análise Semanal do Mercado do Milho – 11/Abr/2015

Milho

As cotações do milho em Chicago recuaram um pouco durante a semana, fechando a quinta-feira (09) em US$ 3,78/bushel.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado neste dia 09/04, pouco trouxe de novidades para o cereal. A produção dos EUA, na safra passada, foi confirmada em 361,2 milhões de toneladas e os estoques finais para o atual ano comercial 2014/15 foram aumentados para 46,4 milhões após 45,1 milhões no relatório de março. Com isso, o patamar de preços médios para os produtores estadunidenses ficou indicado entre US$ 3,55 e US$ 3,85/bushel para o corrente ano comercial. Em termos mundiais o relatório aumentou a safra global para 991,9 milhões de toneladas, assim como os estoques finais que ficam agora em 188,5 milhões de toneladas. A produção da Argentina seria de 24 milhões de toneladas e a do Brasil foi mantida em 75 milhões de toneladas. O Brasil, pelo relatório, deverá exportar 20,5 milhões de toneladas de milho neste ano 2014/15.

Dito isso, enquanto as vendas sul-americanas de soja avançam bem, o milho tem sido pouco embarcado. Nos EUA, há duas semanas os embarques de milho registraram apenas 406.600 toneladas. A expectativa de menor demanda pelo cereal acaba contribuindo para que os preços não reajam, na medida em que igualmente no mercado interno dos EUA a mesma tem sido menor. Com os baixos preços do petróleo, o etanol de milho também não ganha espaço.

Já na semana anterior as vendas externas estadunidenses de milho melhoraram, chegando a 1,03 milhão de toneladas. A partir de agora pesa no mercado o ritmo de plantio da safra nova dos EUA, associado ao comportamento climático nesse país. Aos poucos o calor da primavera norte-americana vai chegando, as chuvas estão normais e o plantio deverá se realizar dentro do esperado embora ainda haja preocupações com um possível atraso no mesmo.

Aqui na América do Sul, a tonelada FOB registrou pequena alta na Argentina, com a mesma fechando a semana em US$ 172,00. Já no Paraguai a referida tonelada ficou em US$ 126,00.

Já no Brasil, os preços pouco se modificaram. Inclusive, houve pressão baixista na medida em que o Real voltou a se valorizar, alcançando valores de R$ 3,04 no dia 09/04. Com isso, o preço médio semanal no balcão gaúcho ficou em R$ 23,71/saco, enquanto os lotes oscilaram entre R$ 27,00 e R$ 27,50/saco. Nas demais praças nacionais os lotes ficaram entre R$ 16,50/saco em Sorriso e Sapezal (MT) e R$ 29,00/saco nas regiões catarinenses de Videira, Concórdia e Campos Novos.

A partir de agora o mercado fica na expectativa do que ocorrerá com o câmbio e o clima junto à safrinha brasileira, além do término da colheita de verão. Por enquanto, o clima transcorre bem para a safrinha e o câmbio começa a se normalizar, voltando a um patamar próximo dos R$ 2,90, considerado “normal”.

A colheita gaúcha de milho chegou a 77% da área no início deste mês de abril, contra 57% na média histórica. Enquanto isso, o plantio da safrinha no Brasil já batia em 98% da área esperada, sendo 96% no Paraná e 100% no Mato Grosso.

A comercialização do milho safrinha está bem mais avançada neste ano, atingindo a 15% do total esperado no final de março, contra apenas 2% em 2014 nesta época do ano.

Na BM&F de São Paulo o quadro é de movimento negativo nos preços, em relação ao mercado físico, com apostas de que os produtores irão acelerar as vendas de milho. Por enquanto, o quadro é de estabilidade no mercado físico, com a média paulista ao redor de R$ 29,50 e R$ 30,00/saco para os lotes. Na prática ainda a oferta realmente tem aumentado no mercado paulista, forçando um recuo nos preços nesta semana. A revalorização do Real ajuda para este comportamento, na medida em que as exportações perderam suporte. (cf. Safras & Mercado)

Enfim, a semana terminou com as importações, no CIF indústrias brasileiras, valendo R$ 43,42/saco para o produto dos EUA e R$ 40,78/saco para o produto argentino, ambos para abril. Já para o mês de maio o produto oriundo da Argentina ficou em R$ 42,63/saco. Na exportação, o transferido via Paranaguá registrou os seguintes valores: R$ 28,47/saco para abril; R$ 28,53 para maio; R$ 28,54 para junho; R$ 29,06 para julho; R$ 28,49 para agosto e setembro; e R$ 28,78/saco para novembro e dezembro.

Fonte: CEEMA